Students Helping Students




Este vídeo aborda a questão da cooperação. Isoladamente tudo se torna muito mais difícil, mas trabalhando em conjunto o peso divide-se por um número maior de pessoas, tornando-o mais leve. Para além disso, o todo é mais do que a mera soma das partes.

O trabalho em colaboração também permite que exista aprendizagem.Não trata especificamente a questão da cooperação on-line e do trabalho e aprendizagem cooperativa on-line.
Deixa-se a pergunta: Como ajudar os estudantes on-line?

Uma visão dos estudantes de hoje




“É confuso para uma criança de hoje entrar no ambiente do século XIX que ainda caracteriza os nossos estabelecimentos de ensino, onde a informação é escassa, mas ordenada e estruturada por assuntos padrão classificados, fragmentados e horários.” Marshall McLuhan, 1967
No resumo do vídeo pode ler-se que o mesmo apresenta algumas das principais características dos estudantes de hoje – como aprendem, o que vão precisar de aprender, os seus objectivos, esperanças e sonhos, como serão as suas vidas e que tipos de alterações experienciarão na sua vida.
Depreende-se que o ensino (o processo ensino aprendizagem, se assim quisermos entender) não está em sintonia com o mundo “fora” da sala de aula ou como será no futuro. O modo como se processa o ensino e a aprendizagem nas escolas ainda é semelhante ao modo como se processava o processo ensino aprendizagem no século XIX.

O actual sistema de ensino foi concebido para uma época diferente. Foi concebido no ambiente cultural do iluminismo e nas circunstâncias económicas da revolução industrial. Em suma, as condições existentes no século XIX são bastante diferentes das condições existentes hoje.

Ideias-chave do vídeo (escolhidas pela relevância para o ensino)

Anonimato – Uma das alunas chama a atenção para o facto de apenas 18% dos Professores saberem o seu nome. Na Universidade, é provável que isto aconteça, mas nos outros níveis de ensino é altamente improvável.
Irrelevância das leituras – outra das alunas refere que apenas 26% das suas leituras são relevantes para a sua vida. Muitos livros não lidos. Pode-se inferir também que parte significativa das aprendizagens feitas no actual sistema de ensino são irrelevantes.
Forte utilização das novas tecnologias – o facebook e o e-mail são ferramentas muito utilizadas no dia-a-dia. De certo modo, o vídeo parece indicar que estas novas tecnologias não estão ainda a ser aproveitadas no processo ensino aprendizagem. É lida muita mais informação na Web, do que em livros.
Gestão do tempo - 7 horas a dormir; 3,5 horas on-line; 1,5 horas a ver TV; 2,5 horas a ouvir música; 2 horas no telemóvel; 3 horas na sala de aula; 2 horas a comer; 2 a trabalhar; 3 horas a estudar. Total 26,5 horas por dia. Repare-se na quantidade de tempo dedicada às novas tecnologias. Não poderão elas servir o processo ensino aprendizagem?
“O inventor do sistema merece ser elencado como o melhor contribuidor para o ensino e a ciência, se não o maior benfeitor da humanidade”.
Josiah F. Bumstead

The machine is US/ing us




O título do vídeo aprece sob a forma de uma questão: as máquinas estão a utilizar-nos ou as máquinas somos nós.
O texto digital tem imensas vantagens, como por exemplo: mais flexibilidade, mais maleabilidade e possibilidade de criar hiperligações.

A separação entre forma e conteúdo abre um manancial gigantesco de possibilidades. Com esta separação, as pessoas (qualquer pessoa) podem publicar informação no Ciberespaço, como por exemplo em blogs e em Wikis. O ciberespaço está (quase) aberto ao comum dos mortais, não existindo a necessidade de ter grandes conhecimentos de programação.
O ciberespaço, de um modo geral, abriu a possibilidade de, ao princípio, ligar a informação, mas esta possibilidade implicou alterações muito mais profundas e talvez inesperadas. De facto, a Web 2.0 está a ligar pessoas. É notório que a emergência da Web 2.0 é algo que vai muito para além do mero domínio tecnológico, constituindo um fenómeno alargado e global e estendendo-se a todas as áreas da sociedade, da economia à cultura, passando pela comunicação social e a educação. De consumidores de conteúdos e informação, os utilizadores passaram também a ser produtores de informação. As pessoas estão a partilhar, trocar e colaborar. Estão/Estamos a reescrever um conjunto de coisas. Tudo tem de ser pensado de uma outra forma: direitos de autor, identidade, etnia, governo, privacidade, comércio, amor, família, nós próprios.
Em suma, o vídeo foca as implicações profundas do acesso e utilização generalizada da Web, mais concretamente a chamada Web 2.0. Como as alterações numa tecnologia têm um efeito em várias dimensões da vida humana.

The machine is (changing) us: you tube cultural and politics of authenticity




Wesch parte da obra de Postman Amusing ourselves to death, mais especificamente oseu comentário sobre obras como 1984 de Orwell e o Admirável Mundo Novo de Huxley para em associação à explosão da TV por cabo se referir à forma como estas tecnologias têm sido nefastas para o desenvolvimento humano.

Ele considerou não se ter concretizado, pelo menos nos EUA a visão de Orwell, já não acontecendo o mesmo relativamente à visão de Huxley, assim Postman refere:
- Orwell previa uma cultura cativa com um Big Brother que tudo controla, em que os livros e a verdade fossem banidos;- Huxley a partir de uma cultura trivial onde a humanidade se diverte até à morte, aqui os livros não necessitariam de ser banidos, uma vez que ninguém os quereria ler, assim como, a verdade seria considerada irrelevante.
Wesch adianta:
Ecologia dos media refere-se a ambientes e não apenas a ferramentas, a meios de comunicação. Os media são mediadores da nossa conversação, dizem quem fala, quando fala, com quem fala, e isso quer dizer que estamos perante uma mudança cultural ou como refere Marshall Macluhan “We shape our tools, and thereafter our tolls shape us”

Para tal formulou diversas questões relativas à sociedade que se focavam no onde estamos e para onde vamos e do qual Postman respondeu “you plan to do nothing”.
Após este preâmbulo salta para 25 anos depois, em 2009:

À atmosfera de uma das suas turmas na universidade no início do semestre contrapõe à atmosfera, à estrutura de uma imagem que se refere às audições para o programa American Idol.
Socorre-se de uma frase de Henry Canby de 1926 para se referir ao anonimato que um indivíduo sente no meio de uma cidade, os sociólogos estudaram este sentido de anonimato e insignificância e encontraram este sentido não só no que se relaciona com a cidade, mas também nas condições de trabalho, quando se deslocam para os subúrbios existem uma sensação de desconexão, onde só as estradas e o aparelho de televisão os une, não fazendo parte da comunidade. Quando se fala de cultura esta é feita num sentido e para ter voz é necessário estar na TV, assim, não admira que o American Idol tenha tantos seguidores.
A explosão do MTV, a geração MTV, o próprio autor menciona que assinava manuscrevendo o mesmo formato do M da MTV.
A geração MTV caracteriza-se:
Períodos curtos de concentração; Materialista; Narcisista; Não se impressiona facilmente.

Sobre os media, e a forma como geram exemplos como a imagem do American Idol, Thomas de Zengotik formula a sua Teoria onde refere que toda esta media é produzida pelos maiores criativos do planeta suportados por bilhões de dólares, e eles criam tudo isto para si, para cada um de nós, e em última análise é muito lisonjeador para nós e que parte do narcisismo desta geração vem daqui.
Tendo como ponto de partida o sentido que a palavra “whatever” tem assumindo ao longo dos tempos, culminando no South Park para afirmar como reflecte os jovens como sentindo-se os mais importantes, ou seja, com uma visão narcisista.
Neste contexto apresenta-se a obra de Jean Twenge – Generation Me, e porque é que as novas gerações são mais confiantes, mais assertivos e os mais insatisfeitos do que alguma vez foram. E, a razão é porque pensam que são os próximos ídolos americanos e quando se apercebem que não são ficam chocados.

O vídeo leva-nos a uma reflexão sobre os aspectos que motivam as pessoas a colocarem vídeos na rede e as consequências disso na sociedade atual. Na maior parte das vezes, esses vídeos são a expressão do individualismo atual. Quem fala não está preocupado com "quem" vai assisti-lo, mas em "se colocar". Não importa se estão numa situação de ridículo ou numa demonstração de subjetividade. Noutras, motivadas por um sentimento de solidão profundo, repetem o que viram, como se pudessem ou tivessem se reconhecido no que viram. Respondendo, dessa forma a necessidades de autoafirmação - inclusive social.
De fato, o trabalho está intimamente correlacionado com o que vemos, inclusive na televisão a respeito. Os vídeos se tornaram uma forma de dizer que "se está" no mundo - como quer que se esteja. Eles se tornaram "virais" porque nós gostamos de interagir e observar que há outras pessoas que compartilham dos mesmos "ridículos" que nós nos seus cotidianos. A tecnologia permite esse tipo de contato, de "perpetuação" individual - como aquelas marcas que são deixadas em pedras e árvores com os nomes dos autores.
O utilizador do youtube, depara-se actualmente com uma nova dimensão. Para além da preocupação da imagem que os outros possam ter dele, o indivíduo depara-se agora com o dilema da imagem que constrói de si próprio, da forma como se vê do outro lado do "espelho".
Esta nova abordagem, profundamente reflexiva de si é possibilitada pela representação à posteriori que observa na gravação.
Por outro lado um dos atractivos é o carácter anónimo com que a observação de outros vídeos de outros utilizadores poder ser feita sem que os mesmos saibam que estão a ser observados.
Neste ponto Wesch destaca um excerto do texto redigido por Lev Grossman aquando a publicação da personalidade do ano 2006, segundo a revista time: you.
No referido texto o autor refere que alguns dos comentários no youtube fazem chorar pelo futuro da humanidade apenas pela ortografia que apresentam não obstante a obscenidade e o ódio que representam.
De facto é frequente em ambientes como o youtube a utilização de linguagem inadequada e o sentimento de "ódio", motivado por factores como o anonimato, a distância física, o diálogo efémero e raro.
No entanto, a reunião destes factores poderá também apresentar aquilo que poderá ser o reverso da medalha, a liberdade de experienciar uma humanidade sem medo ou ansiedade, uma aproximação ao outro, à sua forma de agir e de pensar sem a barreira social.
Num contexto cultural em que se expressa tão veemente o individualismo, a independência e a comercialização, mas onde de facto ainda se valorizam factores como a comunidade, a autenticidade e as relações que se estabelecem, os indivíduos são o centro da tensão.

As redes sociais e as comunidades on-line fazem com que haja a conexão que permite que aquilo que por vezes parece tão distante, esteja afinal mais perto do que imaginamos. Esta conexão sem os constrangimentos da vida real, faz com que nos comuniquemos mais do que dantes e que mostremos ao mundo aquilo que na vida real por vezes não revelamos à família ou amigos mais próximos.
Esta conexão sem fronteiras, faz com que o grau de proximidade e de intimidade entre os utilizadores aumente exponencialmente conduzindo à criação de comunidades que se unem em torno de uma causa, objectivo ou interesse comum.

Estes interesses assumem uma dimensão global, que ultrapassa todos os limites e barreiras.
Para terminar Wesch faz de novo referência a Postman e à forma como observou os debates entre Lincoln e Douglas de 1858. Nestes debates longos, com uma linguagem muitas vezes elaborada e apenas entendida por experts, cada candidato teria aproximadamente uma hora para apresentar a sua ideia e, uma hora para responder ao adversário. Sem dúvida, um contraste face aos debates políticos modernos, em que os candidatos têm apenas 30 segundos expor a ideia e responder ao adversário, mas com certeza ainda mais contrastante quando comparados com os sistemáticos debates que tomam lugar no youtube a cada segundo.
Esta nova forma de comunicação destaca uma nova vontade dos indivíduos se expressarem e intervirem, negando a reprodução do mesmo tipo de conversações e formas de comunicar já existentes.

Surge então uma nova perspectiva do whatever. Do "I don't care .whatever (you think)" dos anos 60 passando pelo "Whatever (I don't care what you think)" que caracterizou os 90 ao "I care. Let's do whatever it takes… by whatever means necessary" que caracterizará o futuro!